Vitor Pereira foi apresentado como novo treinador do Corinthians, de maneira oficial, na tarde desta sexta-feira, 4. Em entrevista coletiva, o português afirmou que pretende transformar o Alvinegro paulista em uma equipe dominante e ofensiva. “Jogar um jogo que nos permita ter mais bola, sermos dominantes com a posse, muita posse. Depois, para evitar correr para trás, precisamos ser agressivos na hora da perda da bola. São dois momentos do jogo para evitar que essa equipe faça quilômetros e quilômetros andando para trás e depois para frente”, declarou o técnico, que coleciona passagens por Porto, Fenerbahçe (Turquia), Olympiacos (Grécia), Shangai Port (China), Al Ahli (Arábia Saudita), entre outros.

Perto de ser inscrito no Boletim Informativo Diário da CBF, Vitor Pereira estreará neste sábado, 5, diante do São Paulo, no Morumbi. Apesar do tabu do Alvinegro em não ganhar do rival fora de casa, o português minimizou o fato de começar sua trajetória em um clássico. “Confesso que sou um treinador de grandes jogos. Os grandes jogos são os que me estimulam. Em Portugal ganhamos dois títulos, temos os clássicos com Benfica e Sporting, e nós ganhamos duas vezes, em duas temporadas, com uma derrota. Não é fácil. Na Grécia há aqueles clássicos que são muito quentes. Tenho algumas experiências lá. Sou um treinador emocional, vivo as coisas com emoção. Na Turquia também têm clássicos (risos). Podia escrever um livro com essas experiências. A única diferença é que nunca joguei um clássico com três dias de treino, chegar e ir para o clássico. É uma experiência nova. Quando assumi o Porto, meu primeiro jogo foi contra o Barcelona pela Supercopa da Europa. Tinha um peso enorme. É natural. O clássico tem um significado enorme para a torcida”, declarou.

Vitor Pereira também comentou sobre a chegada de vários treinadores portugueses ao Brasil. Além do Corinthians, Flamengo e Palmeiras também contam com profissionais de Portugal. “Já tivemos muitos treinadores brasileiros em Portugal. Tenho, por princípio, que competência não tem nacionalidade, não tem idade. Conheço treinadores mais velhos e mais jovens com muita qualidade. Não tem cor. Competência ou você tem ou você não tem. A vinda de treinadores estrangeiros, eu se fosse técnico brasileiro, encararia de uma forma como oportunidade de perceber coisas novas. Vir para cá é um desafio no sentido de perceber a realidade do Brasil, de aprender com os treinadores brasileiros. Acredito que vou trazer alguma coisa nova com o nosso trabalho, algum upgrade ao futebol brasileiro. Se eu fosse brasileiro, seria uma oportunidade ver treinadores de outros países trabalhar. E para nós é uma experiência de jogar de três em três dias, muita competição, jogadores de qualidade”, analisou.

Na conversa com a imprensa, Vitor Pereira também explicou por que decidiu fechar com o Corinthians somente até o fim de 2022. “Quando eu sai do Porto fui para a Arábia Saudita. Eu tenho tomado algumas decisões na minha vida que são muito intuitivas, emocionais. Para me convencer, é preciso apelar um pouco ao meu sentimento. Fui para lá com dois anos de contrato, e no final do primeiro quis ir embora e paguei um ano de multa. Então nunca mais voltei a fazer contratos de longa duração. Preciso chegar no final da temporada e ver se estou feliz, se o clube está feliz comigo. Se todos estiverem satisfeitos, se houver essa sintonia, não há problema nenhum e renovamos o contrato. Se o clube não se sentir feliz comigo, vamos cada um para o seu lado. Não quero estar em um clube contrariado, e nem que o clube fique comigo contrariado”, comentou.

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