O São Paulo permitiu a presença de jornalistas no CT da Barra Funda pela primeira vez desde o começo da pandemia do novo coronavírus. Além de acompanhar parte do treino comandado por Rogério Ceni, a imprensa também pôde fazer perguntas ao lateral-direito Rafinha, que deve ser titular na partida contra o São Bernardo, na próxima terça-feira, 22, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. Sobre o duelo decisivo, que será realizado no Morumbi, o veterano afirmou que o Tricolor precisará impor seu ritmo para avançar à semifinal. O empate, vale lembrar, leva a decisão para as penalidades. “Temos que encarar com toda a seriedade do mundo, mas jogamos em casa. Temos que entrar com tudo. Agora é mata-mata, não tem esse favoritismo. A gente sabe dos times maiores, que jogam há mais tempo. Mas nosso pensamento é o São Bernardo, contra eles temos que impor nosso ritmo”, comentou.

Perguntado sobre quem é favorito a levar o título nesta edição do Estadual, Rafinha preferiu se esquivar e ressaltou a qualidade técnica dos times do interior. “O Palmeiras é um time que joga há algum tempo junto, todos sabem do entrosamento que eles têm. Mas nessa fase não convém apontar um favorito. Nosso foco é o São Bernardo, que é uma decisão para gente”, comentou. “Não vou dizer só os grandes, os outros times também estão vindo muito forte. Para mim até é uma novidade, o Paulista é muito nivelado, com grandes equipes. Isso mostra que o nível é difícil. As equipes classificadas para as quartas todas têm condição de chegar à final”, continuou o atleta de 35 anos.

Desde que trocou o Grêmio pelo São Paulo, no início deste ano, Rafinha tornou-se peça-chave no time de Rogério Ceni não apenas pelo futebol apresentado na lateral-direita da equipe. Com passagem marcante pelo Bayern de Munique e colecionando convocações para a seleção, o atleta virou referência para o jovem grupo são-paulino. “Sempre fui um jogador muito comunicativo. Gosto de deixar o ambiente mais tranquilo, essa mescla entre jovens e experientes, isso fortalece o grupo. Claro, minha obrigação é dentro do campo, de desempenhar o meu melhor, mas quando não jogo tem que estar preparado pra ajudar quem está entrando. Tem que passar energia boa, num grupo de 30 pessoas é normal um estar mais chateado, outro não joga. Sempre gosto de conversar, motivar. A gente joga num grande clube, todos têm que estar felizes. Essa ligação é importante, a gente tá aqui pra ajudar, por ser mais experiente, procuro dar contribuição fora do gramado”, declarou.

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