Com o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras em espaços fechados em São Paulo, uma confusão está repercutindo nas redes sociais entre passageiros se queixam por pegar em uma viagem de aplicativo em que o motorista não usa máscara. No Twitter, um internauta escreveu uma mensagem e marcou as maiores empresas de aplicativo que atuam no Brasil, a 99 e a Uber, perguntando sobre a proibição de sentar na frente, ao lado do motorista, e a liberação das máscaras. A 99 respondeu: “De acordo com a empresa, caso o motorista não esteja usando máscara, o passageiro poderá cancelar a corrida”. A Uber também respondeu a postagem ressaltando que todos precisam usar a máscara durante a corrida.

Cíntia Nascimento está sempre de olho se o motorista de aplicativo está usando máscara. “Eu utilizei durante esse período, agora foi liberado. Todos os motoristas estavam de máscara, eu também estava de máscara. Pretendo continuar utilizando, porque eu acho muito cedo para retirar”. O Guilherme Pinheiro usou carros de aplicativos quatro vezes desde o decreto que desobriga o uso das máscaras em lugares fechados em São Paulo. “Estão usando máscara, eu opto por usar, lá em casa a gente está optando por usar. E nos Ubers que eu peguei, eu peguei cerca de quatro nesse final de semana, eles estão usando máscara, sim. Todos eles estavam usando”, conta. Com a Beatriz Moraes a situação foi diferente: “A maioria não estava mais utilizando a máscara. Eu continuo utilizando por precaução, porque eu não sei se a outra pessoa está com o vírus ou não. Então eu procuro usar do mesmo jeito”.

A Uber informou que os protocolos de segurança, com o uso de máscara e álcool em gel, continuam a valer para motoristas e clientes e que as mesmas e exigências são apresentadas logo após o pedido da corrida, tanto ao passageiro quanto ao motorista e que eles devem aceitá-las antes de prosseguir. A 99 declarou em nota que está avaliando as mudanças necessárias e que manterá a obrigatoriedade do uso de máscaras para motoristas e passageiros.

No Estado de São Paulo, o governador João Doria (PSDB) decretou o fim da obrigatoriedade do utensílio em lugares no dia 17 de março. A exceção é apenas para ambientes hospitalares e transportes públicos, que ainda estão condicionados ao uso obrigatório. A confusão entre motoristas e passageiros, sobre dever ou não usar a máscara, acontece porque um grande número de pessoas tende a achar que um veículo de transporte público é somente aqueles de grande porte, trem, metrô, ônibus, aqueles que carregam um grande fluxo de passageiros, excluindo carros de passeio como os táxis e os de aplicativos. Diante da situação, a prefeitura de São Paulo emitiu uma nota que esclarece o mal entendido: “A obrigatoriedade se estende às respectivas áreas de acesso, embarque e desembarque do transporte coletivo. Os veículos de transporte por aplicativo e táxis são considerados de uso público e, portanto, o uso de máscaras deve ser mantido”.

Para o infectologista Mike Prata ainda é cedo para deixar de ter cuidados. “Ainda vivemos a pandemia e que se formos comparar dados europeus, dados da China, ainda temos risco de uma crescente da variante Omicron B.A.2 e, portanto, precisamos de um pouquinho mais de tempo para avaliar a tendência dessa variante no nosso país. Dentro dos transportes públicos, assim como recomendado pelo decreto, dentro de táxi, Uber, onde há uma circulação menor de ar, é importante que tenhamos esse cuidado, usemos ainda as máscaras, lembrando que há um vírus que é transmitido principalmente pela gotícula, e a máscara consegue proteger que essa gotícula avance”, explica.

*Com informações do repórter Victor Hugo Salina

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