Mais de mil pessoas protestaram nesta terça-feira, 3, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, contra a possível anulação do direito ao aborto no país pela Suprema Corte de justiça, em reação à minuta de voto contrário de um de seus juízes que vazou na noite de segunda-feira. A manifestação, liderada pela procuradora estadual Letitia James, foi convocada na Foley Square por várias organizações pró-aborto e promovida nas redes sociais pela ex-secretária de Estado democrata Hilary Clinton.

A multidão, em sua maioria de mulheres, mas muito diversificada e de todas as idades, carregava faixas verdes pedindo “aborto sob demanda e sem desculpas” e placas caseiras, que diziam “Nunca mais”, “Aborto é saúde” e “Tire seus vetos de nossos corpos.” Letitia James também falou nesses termos, revelou que havia se submetido a um aborto quando trabalhava na prefeitura e clamou contra o juiz Samuel Alito, autor da minuta vazada: “Não vou permitir que ele dite para mim ou a ninguém como usar meu corpo”.

Além da procuradora, outros representantes políticos e diversos ativistas tomaram o microfone para defender o direito ao aborto durante a manifestação, entre eles a atriz Amy Schumer; intérpretes do musical “Suffs”, sobre sufragistas. Os organizadores também distribuíram cartazes e panfletos descrevendo os planos para uma “semana nacional de ação” a partir do próximo domingo, 8, culminando em um protesto nacional em 14 de maio, e incentivaram as pessoas a agirem para preservar os direitos reprodutivos.

*Com informações da EFE

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