Nesta quinta-feira, 17, o programa Pânico recebeu Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde de São Paulo. Questionado sobre a manutenção da obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados no Estado, o infectologista sinalizou a possibilidade de suspensão da medida. “Olha, está quente. Em breve terão surpresas. Da mesma forma que a gente expandiu a vacinação, estamos na sexta semana consecutiva de queda de internação, casos e mortes”, justificou. “Com o Carnaval tivemos um leve acréscimo de casos. A vacina está nos protegendo e dando a oportunidade de tirar essa máscara em breve.”

Porém, mesmo com o otimismo, Gorinchteyn esclareceu a análise feita sobre os dados epidemiológicos da Covid-19 em São Paulo. “A gente sempre avaliou todos os dados epidemiológicos, casos e internações, e também da vacinação”, disse. O secretário creditou a adesão à vacinação no Estado para o êxito na baixa de casos. “Felizmente conseguimos atingir nossa meta, mais de 90% da população de mais de 5 anos com duas doses da vacina. Quando a gente olha a terceira dose, que é a de reforço, chegamos a 75%. Fomos os que levantamos a bandeira pela vacinação de crianças. São Paulo acabou ganhando um protagonismo.”

Com a passagem da variante Ômicron pelo país, o infectologista ressaltou a importância da imunização para casos leves e para a prevenção de contaminação de crianças. “Ela [Ômicron] encontrou uma população devidamente protegida. Se nós tivéssemos essa Ômicron na primeira onda, teríamos uma catástrofe humanitária”, afirmou. “Quando veio a Ômicron, isso [internações infantis] se intensificou ainda mais, passamos a ter de novembro até fevereiro o aumento de 65% na ocupação das UTIs pediátricas em decorrência de Covid-19. Tivemos 324 mortes de crianças desde o início da pandemia, isso é uma tragédia. Se fosse um dos nossos filhos ou netos… é uma catástrofe. Principalmente quando diz que é uma catástrofe que poderia ser prevenida”, concluiu.

Confira na íntegra a entrevista com Jean Gorinchteyn:

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