O guitarrista Da Ghama e o cantor Ras Bernardo, que junto com o baterista Lazão formam atualmente o Originais Cidade, rebateram as declarações de Toni Garrido, que expôs supostas agressões e roubos de instrumentos ao tornar pública a disputa dos músicos pela marca Cidade Negra. O nome do famoso grupo de reggae surgiu no final da década de 1980, quando a banda era formada por Lazão, Da Ghama, Ras Bernardo e o baixista Bino Farias – único do quarteto original que está apoiando Toni na briga judicial pelo nome Cidade Negra. Bino declarou em uma recente entrevista que foi ele quem sugeriu o nome da banda e que o registro foi feito anos depois por Toni após uma reunião em que Lazão estava presente. Em entrevista à Jovem Pan, Da Ghama falou que “não importa quem pensou no nome porque ele se tornou uma grande marca com o empenho de todos” do grupo. 

“São os sócios [originais] que deram vida a essa marca e ela tem que estar em poder dos criadores do projeto e não na de um sócio que chegou 10 anos depois. Toni contribuiu, mas não tem como dizer que ele é o detentor da marca”, comentou Da Ghama, que deixou a banda em 2008. Já Ras saiu do Cidade Negra antes mesmo de Toni assumir o posto de vocalista do grupo. À Jovem Pan, ele comentou que seguiu carreira solo por muitos anos e nunca quis se apropriar do nome da banda. “O nome faz parte de um conjunto de pessoas que fundaram o grupo, então não pertence a Toni Garrido, a Bino, a mim, a Lazão ou a Da Ghama. O nome é do conjunto. Hoje, como nosso conjunto [o Originais Cidade] é maior, então o nome pertence a nós três. É lamentável ver o Bino falando que nome é dele, mas não registrou e passou ao Toni. O nome pertence aos fundadores originais”, afirmou o cantor. 

Lazão acusado de agressão

Tanto Toni quanto Bino declararam que já sofreram agressões físicas por parte de Lazão. Da Ghama admitiu que havia algumas desavenças no grupo, mas enfatizou que nunca presenciou no período em que esteve no Cidade Negra nenhuma agressão física entre os integrantes da banda: “Tínhamos nossas discussões, bate boca, algo que é comum em todo grupo de trabalho”. Ras também saiu em defesa do parceiro musical acusado de agressão. “Convivi com o Lazão por muitos anos e continuo convivendo, é uma pessoa formidável. Um grande compositor, um grande baterista. Na época em que estava no grupo, a gente discutia, sim, mas nunca houve agressão da parte do Lazão comigo e nem com ninguém”, disse o cantor, que acredita que Toni está usando essa história para desviar a atenção da briga judicial pelo nome Cidade Negra e minar o sucesso do Originais Cidade. “Lazão nunca foi violento, isso para mim não passa de uma falácia. Toni não tem prova, está falando por falar. Por que não falou antes, quando foi agredido? Por que não abriu um B.O? Agora vem com esse papo furado.” 

Lazão, Toni Garrido, Bino Farias

Lazão, Toni Garrido e Bino Farias estiveram juntos no Cidade Negra até este ano – Foto: Divulgação/Site oficial

Roubo de equipamentos

Além de relatar episódios de agressão, o jurado da última temporada do “The Voice+” também falou que Lazão vendeu seus instrumentos sem consentimento. Os equipamentos do cantor estavam na casa do baterista, pois eles estavam ensaiando lá durante a pandemia. Ras confirmou que Lazão vendeu os instrumentos de Toni, mas explicou que o baterista tinha um contrato com o Cidade Negra que foi rompido por Toni, que, por sua vez, não teria ressarcido Lazão financeiramente, uma vez que ele alega ter direito sobre a marca Cidade Negra. “Lazão passou por necessidades financeiras e tendo os instrumentos do Toni Garrido, que estavam velhos e quebrados, na casa dele, ele vendeu junto com outros instrumentos dele. Ele fez isso para poder se manter e pagar suas contas. Toni só fala da venda dos instrumentos, mas não fala que ficou devendo o Lazão. O roubo foi dele que não pagou o Lazão, que teve que se submeter a vender instrumentos para poder se manter.”

Da Ghama acrescentou que Lazão era o único que tinha o Cidade Negra como única fonte de renda, pois Toni tem sua carreira solo e Bino é músico do cantor Marcelo Falcão. “Ele estava sem dinheiro, Toni usando o nome Cidade Negra para fazer os shows solo dele. Nesse mesmo tempo, a banda parou de trabalhar e, segundo o Lazão, ele e o Bino recusaram uma live que teria uma entrada financeira muito interessante para o grupo e, com isso, Lazão ficou na geladeira e sem trabalho. Ele vendeu instrumentos velhos do Toni e também os dele para pagar as contas”, contou o guitarrista.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.