O tenista Novak Djokovic apareceu publicamente pela primeira vez, nesta quinta-feira, 3, desde a polêmica ocorrida na Austrália, quando foi deportado por não ter sido vacinado contra a Covid-19. Em encontro com o presidente da Sérvia, o número 1 do ranking ATP disse que irá dar sua versão sobre o incidente nos próximos dias. “Tenham paciência, em sete ou dez dias, falarei em detalhes sobre tudo que aconteceu lá”, revelou. “Embora eu estivesse preso sozinho, enfrentando muitos problemas e desafios, não me senti sozinho porque tive apoio da família, de pessoas próximas, amigos, mas também de todo o povo sérvio, que tentou aliviar a minha situação”, prosseguiu Djokovic, que foi impedido de jogar o Grand Slam.

Na conversa com o presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, em um evento acompanhado por jornalistas em Belgrado, capital do país, Djokovic agradeceu o apoio do mandatário, que tentou negociar com os australianos por sua liberação na época. “Como presidente, você não tinha a obrigação de me dar o suporte que deu, mas quero que saiba que sinto uma gratidão bem pessoal por ter me auxiliado. Minha gratidão ao povo sérvio cresce a cada dia. Depois do que aconteceu na Austrália, sei que essa conexão vai durar para sempre”, disse o tenista. Apesar disso, a reunião foi criticada por parte da imprensa e de torcedores de Djokovic, que apontam para um movimento de propaganda política – Vucic tentará a reeleição em abril.

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